O Minho
A obra nasce duma necessidade ou da vontade de afirmar uma idéia.
Obras há que no decorrer do tempo perdem a característica da necessidade e assumem a condição de afirmação.
Foi o que aconteceu com a Casa do Minho!
Inicialmente o que motivou a fundação foi a necessidade premente de socorrer os comprovincianos desafortunados, os desfavorecidos da sorte que viviam beirando a miséria; mais tarde, com a evolução das leis e a melhoria das condições de vida a necessidade desvaneceu-se e sobreveio o compromisso de manter um nome que se transformara em ideal.
O patriotismo e o regionalismo que subjetivamente já estavam incluídos na necessidade, afloraram pujantes numa outra forma de necessidade: a afirmação de sua origem e dos valores herdados.
O português de um modo geral e o minhoto em particular, tem orgulho da sua raiz, do sentido de honra, de religiosidade, de trabalho e de generosidade. Reunir-se com seus afins para relembrar as tradições de sua terra é a realização da fraternidade a confirmação da família, apanágio maior desta gente.
Atendidas todas as carências na medida das possibilidades dos compatriotas necessitados, os minhotos não se aquietaram e deram à sua obra nova forma de atendimento: transmitir seus valores culturais através das danças e cantares folclóricos, das reuniões festivas, dos eventos patrióticos, de tertúlias literárias, das manifestações religiosas e sobre tudo da convivência familiar.
Foram muitas as pessoas que deram vida à Casa do Minho nestes oitenta anos de gloriosa afirmação. Umas mais, outras menos, homens e mulheres contribuíram para a grandiosa obra. De nada valeria a imponência arquitetônica se dentro dela não pulsasse a vida das pessoas. Gente que deu sua dedicação por dezenas de anos consecutivos por que seu ideal chegou a esse extremo, outros elementos que tiveram passagem fugaz como colaboradores ou diretores todos contribuíram com sua parcela na existência da instituição.
Claro está que sempre merecerão destaque os idealistas fundadores, os abnegados que além do esforço pessoal e de suas famílias abriram suas bolsas, e ainda uma categoria anônima. os colaboradores que contribuíram sem estarem ligados à obra: apenas acreditavam no idealismo de seus amigos.
Num crescente paulatino a idéia titubeante no decorrer de oitenta e seis anos transformou em soberbo monumento e inconfundível documento moral.
Orgulhosamente a Brava Gente da atualidade vangloria-se de não desmerecer os idealistas fundadores.
Hino do Minho
O Minho
O Minho não envelhece,
Até parece
Mais novo ainda
Do vinho verde que bebe,
Vigor recebe
De graça infinda
Vede as cachopas do Minho,
Blusas de linho,
Saias de lã,
Não usam labios pintados
Mas tem-nos corados.
Da cor da romã
Festas romarias
Manés e Marias,
Rindo e cantando a bailar
Num jardim de flores,
Tão cheio de amores
Desde a serra até o mar
Gaitas, zés-pereiras,
Arraiais e feiras,
Sobre estirões de espadana,
Que ranchos tão belos
De Braga e Barcelos
De Guimarães, de Viana
O caldo verde do Minho,
Muito quentinho,
Tambem dá vida,
É como um beijo de amor
Já sem temor
Junto da ermida
Os sinos da Sé de Braga,
De fraga em fraga
Soam matinais
Mas não há nas romarias
Quem deixe a folia
Das festas juninas
Relação de todos os Presidentes da Casa do Minho.
Idealizador e fundador:
Maximiano Barreios - 1924
Presidente da Comissão Executiva:
Jaime Ribeiro Viana Jeremias Alves - de 07/1924 a 03/1925
José Domingos Machado - de 03/1925 a 03/1926
Jeremias Alves - de 03/1926 a 10/1926 (renunciou)
Anibal Fernandes Barbosa - de 10/26 a 01/1927 (afastou-se por problemas particulares)
Ilydio Nunes - de 01/1927 a 03/1931
Anibal Fernandes Barbosa - 03/1931 a 12/1931 (renunciou)
José Joaquim Alves da Costa - de 12/1931 a 05/1932 (renunciou)
Jaime Ribeiro Viana - de 05/1932 a 03/1933 (complemento de mandato)
José de Sá Oliveira - de 03/1933 a 06/1933 (renunciou)
Manoel de Azevedo Falcão - de 06/1933 a 03/1938
Ilydio Nunes - de 04/1938 a 02/1941 (faleceu no comando)
Manoel de Azevedo Falcão - de 08/1941 a 03/1944
Evaristo Alves - de 03/1944 a 03/1950
Guilherme Fortunato Alpoim - de 03/1950 a 03/1956
Avelino Marques Monteiro - de 03/1956 a 09/1956 (renunciou)
Manuel Fernandes de Brito Filho - de 09/1956 a 04/1959 (renunciou)
Guilherme Fortunato Alpoim - de 04/1959 a 03/1960 (complemento de mandato)
Manuel Luiz Pereira de Miranda Mattos - de 03/1960 a 03/1966
Domingos da Costa e Silva - de 03/1966 a 03/1968
Manuel Fernandes de Brito Filho - de 03/1968 a 03/1972
Manuel Luiz Pereira de Miranda Mattos - de 03/1972 a 07/1973 (faleceu no comando)
Bernardino Alves dos Reis - de 07/1973 a 03/1974 (complemento de mandato)
Domingos da Costa e Silva - de 03/1974 a 03/1976
Miguel Lopes de Paula - de 03/1976 a 03/1978
José Alves Cerqueira - de 03/1978 a 03/1980
Agostinho da Rocha Ferreira dos Santos - de 03/1980 a 03/1984
Salustiano José Fernandes Lopes - de 03/1984 a 03/1986
Manuel Felix Igrejas - de 03/1986 a 03/1988
Agostinho da Rocha Ferreira dos Santos - de 03/1988 a 03/1992
Joaquim Fernandes da Cunha Gomes - de 03/1992 a 03/1996
Amilcar de Araujo Barreiro - de 03/1996 a 03/1998
De 03/1998 a 05/2004 a Casa do Minho foi comandada por uma junta governativa composta dos seguintes membros:
Agostinho da Rocha Ferreira dos Santos
Manuel Felix Igrejas
Carlos Alberto de Brito
Manuel de Souza e Silva
José Faceira dos Santos
Rogerio Pinto Gaspar
Agostinho da Rocha Ferreira dos Santos - de 05/2004 até o presente momento