Neste mês de outubro iremos prestar uma homenagem a esse grande minhoto, brasileiro, carioca, que desde os seus primeiros dias de gestação no ventre de sua mãe, já sabíamos de uma coisa, com certeza, iria dançar no Maria da Fonte, filho do nosso grande presidente Agostinho dos Santos e de Rosa Rodrigues dos Santos, o nosso querido Beto como era chamado, aos 33 anos quando estava começando realmente a sua vida, pois diz o ditado, que a vida começa depois dos trinta, o destino nos pregou uma peça, e o nosso Beto foi chamado a servir ao nosso bom Deus.
Seria muito difícil para mim responsável por esse site, falar sobre o Beto, que o vi nascer e crescer dentro da Casa do Minho, por isso procurei prestar essa homenagem ao Beto de modo diferente, pedindo aos amigos que conviveram com ele, que falassem um pouco deste grande amigo e querido por todos nós.
Segue então abaixo, depoimentos de alguns amigos do Beto:
Patrícia Ferreira:
Lembranças desse amigão, tenho boas, ele foi o meu primeiro par no Maria da Fonte, na época o ensaiador era o Souza e nos colocou para dançar o Vira do Alto Minho no meio. Na nossa primeira apresentação todos ficaram surpresos e recebemos muitos aplausos. Devido essas aparições dançando com ele no meio fomos convidados pela Benvinda Maria para fazer parte de seu grupo para viajar a Portugal em 1983. Que saudades amigo, que você nos deixou.
Daniela Rodrigues:
Impossível pensar em apenas uma historia com meu querido tio e padrinho, em toda nossa convivência, ele me deu dois presentes, uma camisa do flamengo e um camarote na Unidos da Tijuca para comemorar meus 17 anos, em todos os anos, o presente era sempre “esquecido” no escritório, fora que eu nunca conheci ninguém tão criativo para desculpas em atrasos, para mim a melhor de todas foi “me atrasei porque um disco voador apareceu bem na minha frente na Presidente Vargas”. Eu e meu padrinho passamos seu último carnaval juntos, só nós dois, toda família viajou e como eu iria trabalhar todos os dias, naquela época no aeroporto, ele ficou no Rio para me levar e buscar todos os dias, num desses dias, ele se atrasou mais de uma hora para me buscar e quando chegou, ainda teve que trocar o pneu que havia furado, depois de toda aquela trilogia do porque do atraso, chegamos em casa, ele foi na rua e voltou com um super pacote de pipoca doce para mim, por isso tudo e impossível esquecer aquele cara contando suas histórias, piadas, como esquecer aquele sorriso, aquela gargalhada, como não sorrir estando ao lado de Gilberto Rodrigues ou simplesmente Beto, apenas uma vez, na última vez, saudades eternas querido tio e padrinho.
Francisco Jorge (Jacó):
Antes de falar de nosso querido Beto, gostaria de dar os parabéns pelo site, tá muito bom, aproveitar também para agradecer por ter sido relacionado pra falar dessa pessoa tão especial para todos nós, bem, não vou ficar aqui falando das qualidades do Beto, porque isso quem o conheceu já sabe, pensei em contar algumas histórias de farras que fizemos juntos, mas são tantas que o texto ficaria muito longo e todas são muito engraçadas, que não consegui escolher uma só, por isso vou citar apenas duas coisas que quando escuto falar no nome do Beto, me vem logo a memória: a primeira é que ele sacaneava o Cleber, dizendo que o Cleber tinha a panela dele, então quando estávamos juntos nas nossas farras, ele sempre ficava repetindo “o Jacó é da minha panela” e isso me enchia de orgulho, a segunda foi na missa de 7º dia dele, em um determinado momento da missa, saí da igreja e encontrei o Cleber chorando sozinho, acho que aquela foi a única vez que vi o Cleber chorar, então nos abraçamos e tentei consolar, foi quando o Cleber me mostrando o santinho do Beto disse: “cara eu to bem, o que me deixa triste é saber que não teremos mais momentos de alegria sem esse cara”. Beto fique com Deus.
Vitor Cardoso:
Como começar a falar de um grande amigo que nos deixou tantas saudades, são muitas as histórias com esse cara impar do Maria da Fonte, falar dele e sempre muito difícil, pela enorme saudades que deixou, o que posso falar a não ser do amigo que ele era de todos, brincalhão e sacana com todos, mas quando a responsabilidade nas apresentações se fazia necessária, ele sempre respondia a altura, lembro-me como hoje de histórias da nossa infância dentro da Casa do Minho, dos bons momentos vividos em Portugal, fico muito emocionado só em lembrar dele, quanto mais escrever sobre ele, que Deus o tenha junto de si, porque ele sempre foi uma pessoa do bem e querido por todos.
Maria de Fátima Queiroz Soares:
Falar do Beto é muito complicado e difícil, ele era uma pessoa alegre, extrovertida, ninguém consiga ficar do lado dele sem rir, estava sempre aprontando alguma, falar dele e isso, estava sempre de bem com a vida, apesar de todos os problemas de saúde, mais ele não se deixava abater. A saudade dele com certeza bate forte, pois não tem como esquecer de uma pessoa que nos proporcionou tantos momentos lindos e alegres que só ele sabia fazer, até hoje soa em meus ouvidos uma frase que ele repetia com muita freqüência quando estava encarnando em alguém “tu é malandro da onde?”, e a seguir aquela gargalhada de deboche, por isso não dá pra pensar no Beto com tristeza, onde tudo para ele era só alegria, por tudo isso e principalmente o amigo que ele foi em muitos momentos da minha vida. Você faz muita falta meu amigo, saudades suas para sempre.
Paulo do Minho:
O que eu poderia falar do Gilberto, essa pessoa querida e maravilhosa que eu o vi nascer , e acompanhei todo o seu crescimento dentro e fora da Casa do Minho, com certeza muitas passagens poderia aqui descrever, mais duas marcaram muito na minha vida, pelo carinho e amizade que eu tinha com o Beto. A primeira pelo carinho que ele tinha com os meus filhos Rodrigo e Rafael, e todos sabem o avesso que o Beto tinha pelo estudo, ele matava aula para ir para minha casa passar o dia todo brincando com os meus filhos, principalmente as quintas feiras, ele ligava da minha casa para sua mãe Rosa ou a sua avó Florentina e dizia que foi da aula direto para minha casa e depois ia para o ensaio do minho comigo, e a segunda foi perto do seu falecimento quando fui velo no hospital na OPA, onde ele estava internado e num breve dialogo na minha despedida, ele disse para mim: “Paulo o meu pai está ficando velho e cansado, eu vou sair dessa e vou ser o Presidente da Casa do Minho, e a minha primeira atitude que irei tomar e te levar você e a sua família de volta para Casa do Minho, porque eu quero todos os meus amigos juntos comigo, infelizmente quiz o destino que o Beto não mais estivesse aqui para ver a nossa volta, mais tenho certeza meu querido Beto, que você esteja onde estiver está feliz com o seu desejo realizado, fique com Deus.
Carlos Alberto:
“Fazer um depoimento de forma sintética sobre o BETO não é fácil, ou melhor, quase impossível. Ficaria horas aqui descrevendo situações e momentos que me trazem lembranças que habitualmente cito, de forma natural e com grande saudade, no meio da roda de amigos, e até para aqueles que não o conheceram, quando me deparo com os fatos mais variados que ocorrem em nosso cotidiano.
Assim, sendo bem sucinto, posso dizer que para mim BETO é sinônimo de AMIZADE e de ALEGRIA.”