Nome:
Alex Sandro Monteiro Camelo
Data e local de nascimento:
10.12.1975 – Rio de Janeiro
Filiação:
Manuel Camelo e Armanda de Fátima Monteiro Camelo
Casado/filhos:
Não
Quando foi que você entrou para a Casa do Minho?
Em 2003
Fale um pouco da sua trajetória como folcloristas:
Na época eu já tinha uma influência familiar, o grande Fadista Manuel Monteiro (primo do meu avô) na música popular portuguesa (fado) e meus primos Mônica, Flávio e Acácio no folclore, que já dançavam na Casa de Espinho. Por conta disso iniciei minha jornada no folclore em 1986 no Grupo Folclórico Fausto Neves da Casa de Espinho onde fiquei até 1994. Nesse mesmo ano integrei o extinto Grupo Folclórico do Orfeão Português. Em 1995 fui convidado pelo Marcelo Terra para ensaiar o Grupo Folclórico Infanto Juvenil Salustio Terra, lá passei um dos melhores momentos no folclore. Em 2003 realizei o meu grande sonho que era fazer parte de um dos melhores grupos portugueses do mundo, o Maria da Fonte, onde faço parte até hoje, há 9 anos. Posso dizer que sou minhoto de coração e alma!
Você já foi a Portugal? O que você achou?
Já fui a Portugal 5 vezes, em 1993 com o Fausto Neves, em 1995 com a minha família e em 1997, 1998, 1999 e 2000 com o Rancho Português do Rio do Janeiro (Benvinda Maria). Portugal é um lugar maravilhoso onde me realizo como folclorista. É a terra de meus pais e avós. Amo Portugal!
Fale de uma passagem marcante sua como folclorista:
São várias passagens interessantes dentro do folclore, como as minhas viagens a Portugal, Ilha da Madeira, Espanha e a muitas das cidades brasileiras, porém as mais marcantes foram duas: quando eu dancei nos Amigos do Minho em 1993 com a minha prima Mônica e a minha tão esperada entrada no Maria da Fonte em 2003!
Em sua opinião, hoje os folcloristas tem o mesmo comprometimento com os seus grupos folclóricos do que quando você começou?
É óbvio que não, o comprometimento primordial do folclorista hoje é com o trabalho, família, namoros e afazeres pessoais, DEPOIS com o Rancho. Diferente da época passada, quando respirávamos folclore em todos os seus aspectos! Mas isso é culpa das mudanças normais da “evolução folclorística”. Hoje não tem quase renovação dentro do folclore e por isso o “gás” diminuiu. Sou sempre a favor da criação e divulgação de grupos folclóricos mirins dentro das casas portuguesas, isso ajuda MUITO na renovação.
Você é a favor ou contra os festivais de folclore conforme hoje estão sendo apresentados pela federação? Por quê?
Sou sempre a favor dos festivais, mesmo os federados. Acho sempre importante o encontro com outros folcloristas, já que esse encontro acontece apenas uma vez ao ano, e é importante conhecermos as novidades dos outros ranchos e reencontrarmos os amigos.
Você já acessou o nosso site? Qual a sua opinião e sugestão para que possamos melhorar o mesmo?
Acho o site da Casa do Minho um dos melhores meios de divulgação nas redes sociais.
É importante sempre que possível mudar a cara do site, poderiam tentar colocar mais fotos atuais e acrescentar outras perguntas às entrevistas.
Você frequenta o nosso Restaurante Costa Verde? Qual a sua opinião para que possamos melhorar o atendimento do mesmo?
Frequento o Restaurante Costa verde mais nos dias de ensaio e apresentações. Adoro o Big Minho! Acho que uma boa obra no restaurante iria melhorar e diversificar o público.
O que não pode faltar no seu dia a dia?
O metrô mais do que lotado na hora do rush, de ida (07:00) e volta (17:00) para o trabalho.
Qual o seu prato preferido?
Bife com batatas fritas, com certeza! Mas tem outros como: churrasquinho, ovo frito com arroz, strogonoff.
Para você o que significa a palavra família?
Estabilidade, base, força, segurança, amor, lembrança, companheirismo…
Em sua opinião, indique um ou mais:
Casa regional:
Gosto de várias casas portuguesas como a Casa do Porto, Casa da Vila da Feira, Casa do Minho, Arouca Barra Clube e Viseu.
Presidente:
Antônio Cardão e Agostinho dos Santos.
Rancho folclórico:
Eu acho que todos os grupos folclóricos tem seu valor, cada um tem seu jeito de dançar e sua forma de se vestir. Gosto de cada um com suas particularidades. Mas tenho as minhas preferências. Dos ranchos do Rio de Janeiro gosto do Maria da Fonte, Almeida Garret, Cancioneiro de Águeda e Camponeses de Portugal. Dos outros estados gosto do Pedro Homem de Mello e do Grupo Folclórico da Praia Grande. De Portugal o Grupo Folclórico Santa Maria da Reguenga, o Rancho da Meadela e o Grupo Etnográfico da Areosa.
Diretor artístico:
Luciano Tre (Maria da Fonte), Jacó (Maria da Fonte) e Antônio Ramos (ex diretor artístico do Orfeão Português).
Ensaiador:
Marcelo Terra (Aldeias), Kaká e Carlos Alberto (Maria da Fonte).
Apresentador:
Paulo do Minho, Itamar Ramos, David Fernandes e Manuel Coelho.
Folcloristas:
Folcloristas para mim são todos que participam ativamente ou já participaram de algum grupo folclórico defendendo uma única bandeira, Portugal! Mas alguns que se destacam ou já se destacaram em seus ranchos, sejam como ótimos bailadores, tocadores, ou sendo participantes assíduos dentro da comunidade portuguesa. São muitos os que eu admiro dentro do folclore e para não se esquecer de ninguém, e para representar todos os grandes folcloristas, vou citar o Cleber e a Fátima Souza como grandes bailadores e o Manuel Coelho como grande pesquisador e conhecedor do folclore português.
Cantador/Cantadeira:
Mulheres: Noêmia (Cancioneiro), Isaura Milhazes (ex Poveiros), Alice (Típicos da Beira), Maria (Fausto Neves), Júlia (Trás-os-Montes) e Aurélia (Fausto Neves).
Homens: Aníbal (ex Camponeses), Pinheirão (Maria da Fonte), Cardão (Viseu) Pezinho, Adriano (ex Maria da Fonte) e Camilo (Almeida Garret).
Sanfoneiro ou Acordeonista:
Pinheirinho, Ivan Viana, Claudio, João e Ítalo.
Personalidade da comunidade:
Benvinda Maria, César Soares, Manuel Coelho, Souza, Antônio Cardão, Dagmar Silva e não podemos esquecer-nos do fotografo Rochinha, não é!?
No Brasil você torce pelo:
Não sou fã de futebol, mas por influencias de família, torço pelo Vasco.
Em Portugal você torce pelo:
Porto
Sua escola de samba preferida:
Torço sempre para a escola que está mais bonita na avenida.
Fora de suas atividades profissionais, qual é o seu passatempo preferido?
Sempre que posso, amo viajar! Mas no dia a dia normal, adoro assistir filmes e séries com um pote enorme de sorvete no colo.
Quem é você?
Fico acanhado, me defina você!
Na sua visão geral, como você vê o momento do Brasil?
Bom, a crise tá braba, como sempre, corrupção, impunidade, desemprego, mas estou otimista, continuo acreditando que as coisas vão melhorar, e pra isso, procuro fazer a minha parte!
Deixe uma mensagem ou uma frase que você tenha lido e tenha marcado muito para você:
“Pedras no caminho? Guardo Todas. Um dia construirei o Meu Castelo!”
Neste mês de janeiro convidamos a participar da nossa entrevista com as suas respostas o nosso componente do Rancho Maria da Fonte da Casa do Minho, Alex Sandro Camelo, pelo qual agradecemos e muito sua valiosa colaboração