Entrevistado de Fevereiro – Marcio de Melo Guimarães

Nome:

Marcio de Melo Guimarães


Data e local de nascimento:

14/07/1967 – Rio de Janeiro


Filiação:

Pai: Antonio Carlos da Silva Guimarães (Brasileiro – Rio de Janeiro)

Mãe: Duartina de Fátima de Melo Guimarães (Portuguesa – Melgaço – Minho)


Casado/filho:

Solteiro / não tenho filhos

Quando foi que você entrou para a Casa do Minho?

Na verdade eu praticamente nasci dentro da Casa do Minho, pois os meus pais se conheceram lá, namoraram e casaram. Fui criado desde bebê convivendo com tudo e todos na Casa. Brinquei, joguei bola, lutei judô e participava do Rancho Folclórico Maria da Fonte desde criança como mascote. Sendo assim, sempre considerei a Casa do Minho como sendo a extensão da minha casa.


Fale um pouco da sua trajetória como folcloristas:

Eu comecei a participar do Rancho Folclórico Maria da Fonte ainda criança como mascote junto com varias crianças, pois não existia na época o Rancho Juvenil, os meus primeiros passos de vida foram dançando FOLCLORE (risos), com 12 anos comecei a dançar junto com os adultos, em 1981 com 14 anos fui pela primeira vez a Portugal com o Rancho Folclórico Português do Rio de Janeiro formado pela Dona Benvinda Maria (a primeira viagem do Rancho da Benvinda), em 1982 com 15 anos fiz a minha segunda viagem a Portugal, com o Rancho Folclórico Maria da Fonte (a primeira viagem do Rancho da Casa do Minho), em 1985 e em 1995 o Racho Folclórico Maria da Fonte retornou a Portugal e eu tive a felicidade de participar de todas as três viagens do Rancho Folclórico Maria da Fonte a Portugal, em 1988 também fui pela segunda vez com o Rancho Folclórico Português do Rio de Janeiro (Benvinda Maria), tive o prazer e a felicidade de ser ensaiador do Rancho Folclórico Maria da Fonte, infelizmente por um período pequeno, onde faço parte como componente até os dias atuais.


Você já foi a Portugal? O que você achou?

Cinco vezes, Portugal é um país com lugares muito bonitos com parques e jardins bem cuidados, o que o torna extremamente agradável. Sem contar que viajar para um lugar desses com um grupo de amigos sempre muito divertidos não tem preço. Ainda mais por ter me possibilitado fazer novas amizades em Portugal que cultivo até hoje.


Fale de uma passagem marcante sua como folclorista:

Houve vários momentos especiais na minha vida de folclorista e eu não gostaria de citar apenas um. Guardo grandes recordações deste longo percurso.


Em sua opinião, hoje os folcloristas tem o mesmo comprometimento com os seus grupos folclóricos de quando você começou?

Na verdade não acho que seja falta de comprometimento, apenas uma mudança muito grande dos tempos passados para os atuais, pois hoje em dia as pessoas precisão muito mais se qualificarem para o mercado de trabalho, com isso a maior parte do seu tempo é estudando e fazendo cursos de aperfeiçoamento, e o restante do seu tempo é dividido entre os compromissos familiares e compromissos com o Rancho Folclórico. Desta forma sobra menos tempo para o Rancho Folclórico do que no passado.


Você e a favor ou contra aos festivais de folclore conforme hoje estão sendo apresentados pela federação, por quê?

Sou a favor dos festivais de folclore, pois eles permitem e proporcionam o encontro dos folcloristas, acho muito importante o intercambio fazendo com que eles troquem informações e experiências entre as diversas regiões e formas de danças folclóricas de Portugal, mas acho também que a forma de execução destes festivais já está ultrapassada, deveriam fazer algumas mudanças para que os festivais voltassem a ser uma coisa prazerosa para os folcloristas e não uma obrigação, como esta sendo hoje.


Você já acessou o nosso site? Qual a sua opinião e sugestão para que possamos melhorar o mesmo?

Sim. Acho uma excelente forma de divulgação da Casa do Minho e esta muito bem assessorada. Parabéns a todos.


Você frequenta o nosso Restaurante Costa Verde? Qual a sua opinião para que possamos melhorar o atendimento do mesmo?

Frequento muito. Teria maiores possibilidades de desenvolvimento se colocado em mãos de pessoas especializadas do ramo, penso que poderia ser terceirizado. Até porque poderia ser mais bem inserido no circuito gastronômico da cidade.


O que não pode faltar no seu dia a dia?

Saúde, família e amigos.


Qual o seu prato preferido?

Strogonoff


Para você o que significa a palavra família?

Família para mim é tudo, é o alicerce das relações que se estabelece na vida.


Em sua opinião, indique um ou mais:


Casa regional:

Casa do Minho


Presidente:

Agostinho dos Santos


Rancho folclórico:

Rancho Folclórico Maria da Fonte


Diretor artístico:

Fernando Lopes, Cleber Cardoso, Francisco Jorge Peres (Jacó).


Ensaiador:

Paulo Cesar Soares, Carlos Alberto Correia, Edmar Ferraz (Kaká).


Apresentador:

Odir Pinto Ferreira e David Fernandes


Folcloristas:

Senhor Benjamim Pires e Dona Fernanda Pires, por serem os responsáveis pelas mudanças do Rancho Folclórico Maria da Fonte, nos trajes e nas danças autênticas da região do Minho, fazendo com que esta autenticidade permaneça até hoje.


Cantador/Cantadeira:

Sr. Adriano Pinto, Jose Antônio Dias (Wanderlei).

Fernanda Frias, Dona Preciosa Pinheiro.


Sanfoneiro ou Acordeonista:

Alexandre Pinheiro (Pinheirinho), Marcio Baptista, Claudio Gonçalves (Claudinho), Ivan Viana.


Personalidade da comunidade:

Sr. Cesar Soares e Sra. Benvinda Maria


No Brasil você torce pelo:

Vasco da Gama


Em Portugal você torce pelo:

Porto


Sua escola de samba preferida:

Mangueira


Fora de suas atividades profissionais, qual é o seu passatempo preferido?

Ir à praia e viajar.


Quem é você?

Tenho uma personalidade forte, sou uma pessoa determinada e comprometida com os meus ideais. Tenho um senso de humor apurado, mas também tenho uma posição radical em determinadas coisas, o que por vezes me deixa um tanto inflexível.


Na sua visão geral, como você vê o momento do Brasil?

Sem duvida nenhuma este é um dos melhores momentos da economia brasileira. Reformas econômicas, políticas e sociais vem colocando o Brasil no foco mundial e trazendo o reconhecimento de sermos um país em desenvolvimento com uma economia estável, forte e com um enorme potencial de crescimento.

Vale ressaltar que os eventos esportivos sediados no Brasil também são importantes para nos colocar em evidência e trazer grandes investidores, movimentando assim, ainda mais nossa economia.

Contudo, podemos dizer que infelizmente a corrupção ainda é uma triste realidade que limita o crescimento do país.


Deixe uma mensagem ou uma frase que você tenha lido e tenha marcado muito para você:

“A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem para em qualquer topada.” (Bob Marley).


Neste mês de fevereiro convidamos a participar da nossa entrevista com as suas respostas o nosso componente do Rancho Maria da Fonte da Casa do Minho, Marcio de Melo Guimarães, pelo qual agradecemos e muito sua valiosa colaboração.

 

Fala do Presidente – Fevereiro

Neste mês voltamos a dar ênfase as belas poesias do nosso presidente do conselho da Casa do Minho, Antero de Macedo, publicadas em seu livro.


DIA DE REIS


O Dia de Reis é o encerramento

Das festas Natalinas e já dentro

Do ano novo, quando se visita

Família, amigo, desde que exista

Entre todos, paz, amor, união

Dando alegria e compreensão

É só isto o Dia de Reis? Não é

É muito mais: demonstração de fé

Dos reis magos, homens ricos, plebeus

Jamais, mui dias andaram pró Deus

Menino encontrar; e por essa estrela

D céu guiados na noite tão bela

Ficaram admirados com a luz

Tanta beleza em redor de Jesus!

Os caminhantes lá se ajoelharam

Ofertaram, se reverenciaram

Com tamanha enternecida humildade

O salvador da nossa humanidade!

 

Recorde um Grande Minhoto – Margarida das Dores de Melo Igrejas

Desde que chegou ao Brasil em 1951, freqüentou a Casa do Minho (ainda na Rua Conselheiro Josino), nas solenidades que esporadicamente eram promovidas(na época a Casa do Minho era filantrópica), ela lá estava sempre na companhia do irmão José que usava os convites do tio que era o associado.

A partir do ano de 1953 a sua freqüência a Casa do Minho já era partilhada com o seu namorado, que se associara, no ano de 1954, no dia da fundação do grupo folclórico da Casa do Minho, que mais tarde veio a chamar-se Maria da Fonte, casou com o namorado, Manuel Félix Igrejas, na Igreja N.S. de Fátima, ali perto da sede da Casa do Minho, na Rua do Riachuelo.

As atividades da casa passaram a ser freqüentes por ter-se transformado em associação recreativa a par da filantropia. Em 1959 o marido assumiu a função de diretor secretário e a presença do casal passou a ser quase diária na sede da Casa do Minho. Causava curiosidade o fato de se fazerem acompanhados das filhas, crianças ainda de colo, pois ninguém levava os filhos.

A partir desta data, por mais de cinqüenta anos, a colaboração da Margarida Igrejas foi ininterrupta, além das atividades no departamento feminino, foi nomeada para várias comissões, para membro da comissão fiscal e da diretoria. Colaborou e muito no departamento social, na promoção de festas e co-responsável nos bailes de debutantes e espetáculos teatrais.

Por ter já um curriculum extenso de grandes serviços prestados a Casa do Minho, foi lhe conferido o título de benemérita, no ano de 1974 quando das realizações das festividades do cinquentenário da Casa do Minho, a Margarida Igrejas foi eleita a mãe do ano, o que lhe acarretou mais uma grande responsabilidade e exigiu maior colaboração e que sempre desempenhou com grande satisfação.

Pode-se contar pelos dedos as vezes que o marido foi visto sozinho na Casa do Minho, a presença do casal é ainda hoje, motivo de curiosidade por ser o único sempre juntos na comunidade associativa. O título de grande benemérita também lhe foi atribuído pelos grandes e relevantes serviços prestados a Casa do Minho.

Além da sua participação física, ela colaborou e muito monetariamente em espécie e objetos, para ajudar a Casa do Minho.

Assim trouxemos um pouco do seu trabalho e de sua dedicação, desta grande minhota Margarida Igrejas, a qual agradecemos por tudo feito pelo engrandecimento da Casa do Minho.

 

Receita de Fevereiro – Camarão Frito na Cerveja

Ingredientes:


3 alhos

1 kg de camarão

1 (uma) garrafa de qualquer cerveja (preferência SKOL que desce redondo)

1 (uma) colher de sal pequena



Modo de preparo:


Limpe bem o camarão, lave varias vezes.

Corte o alho em rodelas, frite bem, mas não deixe queimar.

Coloque o camarão na panela depois de fritar o alho.

Mexa bem e acrescente a cerveja toda.

Tampe a panela e deixe fritar.

Quando estiver secando a cerveja destampe a panela, está pronto.